08/02/2010

"SESSÃO MOFO" NO ART BY LU =P

Outro dia estava conversando via MSN com um amigo sobre propagandas na TV brasileira. Conversávamos sobre como as propagandas antigas eram bacanas e criativas, coisas gostosas de ver e ouvir, que marcaram época. Diferente das de hoje... Interessante é que, a maioria das pessoas que converso sobre isso têm a mesma opinião.
Afinal, o que houve com a propaganda na TV brasileira? Como é que os comerciais passaram de relaxantes e criativos a estressantes e chatos? O que houve para que a qualidade despencasse dessa maneira? Tendências diferentes? Teria a maioria do público "emburrecido", fazendo com que os comerciais tenham que se adequar a falta de entendimento dessas pessoas?
Juro que não sei, pois com tantos recursos para filmagem que temos agora, é decepcionante o conteúdo pobre e tosco que a maioria dos comerciais apresenta =/ (salvo raríssimas exceções).
E passeando pelo YouTube em busca de vídeos antigos dos meus comerciais preferidos (principalmente os da minha infância, rsrs), notei pelos comentários que a maioria das pessoas têm a mesma opinião: o que se vê hoje são comerciais irritantes, sem criatividade e que subestimam a inteligência do telespectador. Uma pena...

Mas para matar a saudade, alguns comerciais bacanas e beeeeem antigos!!! Amigos dos 25, 26, 27... pra cima, divirtam-se na“Sessão Mofo” do Art by Lu =P (e se você tiver menos de 25, veja também porque vale a pena).



















07/02/2010

CIÊNCIA COMPROVA A IMPORTÂNCIA DA CONVIVÊNCIA COM GATOS

Perseguidos em diferentes épocas e vítimas históricas de preconceito, os gatos estão ganhando absolvição por meio de um papel inesperado: o de amigos e “terapeutas”. Em seu recém-lançado livro “La Ronron Thérapie”, a jornalista francesa Véronique Aïache explica, devidamente ancorada por trabalhos científicos, como o convívio com um bichano pode melhorar a vida das pessoas.

Ela relata, por exemplo, pesquisas como a do veterinário francês Jean-Yves Gauchet, que testou o poder do ronrom – o som emanado pelos gatos quando estão em repouso – em 250 voluntários, submetidos a uma gravação de 30 minutos do ruído de Rouky, o gato do veterinário. Ao fim do estudo, os participantes declararam sentir mais bem-estar, serenidade e uma facilidade maior para dormir.

O poder tranquilizante dos felinos foi o porto seguro da gerente comercial Cris Sakuraba, 46 anos. “Não desmerecendo o medicamento, mas minha gatinha mudou minha vida”, diz. Cris sofria de ansiedade, stress, depressão e agorafobia (medo de espaços abertos ou aglomerações), doenças que estavam minando sua qualidade de vida.“Agora estou 95% curada dos problemas.” A terapeuta Marisa Paes afirma que é capaz de fazer até quem não gosta dos bichanos se beneficiar da presença deles. “Mesmo quem tem medo de gato me procura. Comigo como mediadora, a pessoa vai se desbloqueando”, afirma.

Os tratamentos terapêuticos envolvendo animais começaram a ser desenvolvidos no Brasil no começo da década de 50, pela psiquiatra Nise da Silveira. O tratamento foi uma alternativa com resultados palpáveis às terapêuticas agressivas, como lobotomia e eletrochoque. “Com o gato ronronando no colo, por exemplo, a pessoa desacelera, pois ocorre a mudança de frequência das ondas cerebrais do estado de alerta para o relaxamento”, diz Hannelore Fuchs, doutora em psicologia e especialista na relação do ser humano com o animal. Faz sentido. A frequência do ronrom é entre 25 e 50 hertz, a mesma utilizadas na medicina esportiva para acelerar cicatrizações e recuperar lesões.

No ano passado, a gigante de tecnologia Apple lançou em parceria com o veterinário Gauchet um aplicativo para iPhone que usa o ronrom para amenizar os efeitos que a diferença de fuso horário em viagens provoca. Um estudo de 2008 da Universidade de Minesota, nos Estados Unidos, mostrou que um bichano em casa reduz em até 30% o risco de ataque cardíaco, por ajudar a relaxar e aliviar o stress. Só não pode ser alérgico a pelos.
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Fonte: ANDA

06/02/2010

"FAZENDAS DE FILHOTES" (PUPPY FARMS OU PUPPY MILLS) MANTÊM CÃES EM CONDIÇÕES DE CRUELDADE NA INGLATERRA

Eu sempre quis um cachorro. Quando criança, eu ficava olhando os classificados de filhotes no jornal, procurando pelo filhote perfeito. Eu implorava sempre para minha mãe “canino-fóbica” por um cachorro, caso ela mudasse de ideia. Isso nunca aconteceu – apesar de tê-la convencido a aceitar um hamster.

O que eu não entendia era que aqueles border collies que eu admirava no jornal – juntamente com os labradores, cocker spaniels e centenas de outras raças – eram provavelmente criados em condições deploráveis. Respeitáveis criadores de cães com pedigree raramente anunciam suas ninhadas em jornais ou na internet. A probabilidade maior é que esses cães tenham vindo de fazendas de filhotes.

As fazendas de filhotes – criadouros de grande porte – estão nas manchetes sempre que uma equipe de TV disfarçada expõe um triste caso de crueldade animal. Existe uma onda comum de alívio entre os telespectadores de que foi feita justiça.

Esse alívio, entretanto, é um engano: as exposições são só a ‘ponta do iceberg’. Entidades de defesa dos animais reportam que as fazendas de filhotes estão espalhadas por toda a Inglaterra, com uma concentração maior nos arredores de Wales.

A RSPCA estima que 50 mil filhotes de fazendas sejam importados (ou traficados) da Irlanda para o Reino Unido todo ano, sendo que na Irlanda leis para a criação de cães praticamente inexistem. Uma porcentagem significativa dos aproximadamente 8 milhões de cães do Reino Unido começou suas vidas em fazendas de filhotes.

Numa campanha lançada este mês, a entidade Dog Trust (confiança canina) apelidou essas operações de criação em larga escala de “cães de bateria”. Isso, acredita a entidade, dá uma impressão mais correta das condições de vida dos cães – e frequentemente de morte. O termo fazenda de filhote passa uma ideia um tanto bucólica de filhotinhos correndo por extensos gramados. A realidade, segundo Clarisa Baldwin do Dog Trust, é bem diferente. “Esses lugares são deprimentes: escuros, sujos e fedidos”.

As matriarcas são isoladas e recebem apenas água e comida para permanecerem vivas e procriando. Recebem pouco tratamento veterinário e nenhum exercício, estímulo ou afeto. Elas são engravidadas continuamente até se esgotarem, e, quando não têm mais utilidade, são mortas. O número de funcionários de tais locais também é completamente inadequado: uma campanha do grupo Puppy Love (Amor de Filhote) cita que, em uma fazenda de criação, apenas um funcionário é responsável por mais de 150 cães.

Cath Gillie, assistente de campo e diretora do Dog Trust, testemunhou as condições de uma fazenda de cães pessoalmente. Ela se lembra de mais de 100 cães amontoados em baias; do cheiro – uma mistura de amônia; e o barulho – contínuos latidos implorando por atenção.

“Um cachorro tentou pular de sua baia para meus braços”, ela disse. “Outros estavam nervosos demais e se amontoavam no fundo. Eles não tinham brinquedos, nem caminhas – apenas concreto”.

É difícil estimar os impactos na saúde dos cães que começam a vida em tais condições. Problemas comuns envolvem parvovírus canino, vermes, displasia, patelas deslocadas e problemas cardíacos congênitos. Clare Marklen aprendeu os riscos de saúde da maneira difícil. Ela comprou um Jack Russell em miniatura pela internet. Assim que trouxe o filhote para casa, ele ficou doente, defecando sangue e com diarreia, tendo de ser levado ao veterinário. No dia seguinte, ela encontrou o cão morto em sua caminha.

“Eu fiquei muito brava”, ela disse. “Não pelo dinheiro (£ 295 pelo filhote, fora despesas veterinárias), mas pela vida do animal.”

Marklen, como muitos outros tutores, não tinha ideia de que estava comprando um filhote criado em fazendas comerciais. O anúncio era enganador. O filhote que ela recebera não tinha nada a ver com aqueles da foto, os criadores sequer deixaram que ela visse os pais, e o filhote parecia jovem demais para ser vendido. Mas ela não podia suportar deixar um filhotinho naquele lugar imundo, com tutores largando cães no térreo e gatos no segundo andar.

É um erro que muitas pessoas cometem, dizem os ativistas. Embora bem intencionadas, acabam patrocinando o comércio e condenando mais fêmeas a vidas que não merecem ser vividas. Além de denunciar os criadouros para as autoridades locais, as pessoas devem adotar os animais – nunca comprá-los, pois não são mercadorias, e o número de bichinhos abandonados que aguardam um novo lar é grande.

Problemas físicos e de saúde correspondem a apenas um lado da moeda. Cães criados em fazendas comerciais têm sua saúde mental igualmente abalada durante suas primeiras semanas de vida e desenvolvimento. Privar um cão de contato com outros animais e humanos impede que o filhote se socialize – o que faz com que não saiba como lidar com os donos ou outros cães. Quando um filhote tenta aprender maneiras sociais em sua nova casa, as raças diferentes reagem diferente, e para alguns pode até ser tarde demais. Os cães podem se tornar agressivos, ignorar ordens dos tutores, ou o inverso, se tornarem apegados demais. Fêmeas de fazendas de filhotes tendem a rejeitar os bebês e eventualmente atacá-los.

Gillie acredita ser esta uma ironia cruel, que humanos selecionaram raças para companhia e agora estejam privando os cães dessa mesma necessidade. Não é surpresa que tais cais apresentem problemas de comportamento. Como Gillie mesma explicou, eles nunca “aprendem a ser cães”.

Então o que pode ser feito a respeito do comércio? Enquanto especialistas se dividem ao discutir se as leis estão ou não adequadas, todos acreditam que o problema é urgente. Inspetores locais não têm o conhecimento necessário; eles não têm funcionários suficientes nem recursos necessários; é muito fácil para os criadores falsificar documentos.

Eu parei de olhar os classificados anos atrás e, como moradora de apartamento, ainda não estou pronta para realizar meu sonho de criança. Mas, quando estiver, ligarei para o Kennel Club ou visitarei um abrigo para animais. Fazendas de criação não são lugar para filhotinhos.
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Fonte: Guardian UK via ANDA - Tradução por Giovanna Chinellato
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(PARÊNTESES)
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Isso acontece porque tem quem compra.
Enquanto as pessoas insistirem na idéia de que um animal é "comprável", essas atrocidades vão continuar a acontecer. Enquanto as pessoas não se conscientizarem de que vidas - sejam de que espécie forem - não se compram, esses monstros humanos não vão parar de ver animais como mera mercadoria, como se fossem meros objetos inanimados...
Quer saber mais sobre o assunto? Visite:
http://stoppuppymills.org/
http://www.bbc.co.uk/insideout/east/series6/puppy_farms_dog_dealers.shtml
http://www.arcabrasil.org.br/noticias/061230_filhotes.htm
http://www.canineworld.com/puppymillinfo.html

05/02/2010

A INDIFERENÇA HUMANA LEVANDO OUTRAS ESPÉCIES AO SOFRIMENTO E MORTE

“Se tiverdes homens que irão excluir quaisquer das criaturas de Deus do refúgio da compaixão e piedade, tereis homens que irão lidar semelhantemente com seus seres humanos companheiros” – São Francisco de Assis.

Muito se tem discutido acerca da superpopulação dos abrigos de animais abandonados, muito se tem sugerido sobre os milhares que vagueiam pelas ruas da cidade, muito se tem opinado sobre o comércio indecente de vidas, mas nada, realmente nada de efetivo se tem feito até agora.

Na realidade, as autoridades competentes, se é que as podemos chamar assim, são as grandes culpadas por todo o caos urbano. Penso que os grandes cúmplices desse imenso martírio, estejam ainda por aí a maltratar,a engaiolar,a vender e abandonar nas sarjetas as centenas de caixinhas com filhotinhos indesejáveis amontoados uns sobre os outros como algo que deva ser descartado.

Raios! Se já se sabe que para combater esses atos insanos, é a esterilização de animais de rua (a parte crucial da questão), então…Por que não é feita? Por que não coibir a venda de animais em petshops, feirinhas, esquinas, etc.,( todos geradores de abandonos e crueldades)? Por que até hoje não foram feitas campanhas educativas, para conscientização de massa?

Será que ainda se têm a ilusão de que a população trata e retrata os animais de rua? Pensam que os animais comunitários são respeitados pelas comunidades onde sobrevivem? Pensam que o lugar dos animais é pelas ruas revirando latas de lixo, sendo escorraçados pelos moradores ,correndo riscos de atropelamentos ou de serem vítimas de crueldades? O que pensam nossas autoridades? Pagamos impostos para que façam valer o que recebem.

Existe coisa mais deprimente que ver animais em gaiolas minúsculas nas exposições , seja de que tipo for, incentivando à população a fabricar mais e mais animais para que sejam posteriormente jogados no lixo quando não mais houver interesse por eles?

Quem ainda não se deparou com filhotes carregados ou arrastados de um lado para outro sendo oferecidos como tomates, bananas, etc? Quem ainda não se revoltou ao entrar numa loja e ver animais sem água e comida, apertadinhos , crescendo aprisionados como se fossem marginais perigosos?

Duvido que alguém ainda não tenha visto uma plaquinha, num portão qualquer com os dizeres: “Vendem-se Filhotes” e, nenhum, absolutamente nenhum ser para fazer uma fiscalização séria. Onde estão as autoridades responsáveis e competentes? Possivelmente fazendo conjecturas sobre qualquer banalidade!

Os abrigos estão repletos de vidas carentes, tem animal de todo jeito, de todas as raças esperando por um pouco de amor e carinho, não engrossem a fila da insensibilidade, não incentivem um comércio deplorável onde só o lucro é importante, não interessando o rumo da vida que se é repassada por dinheiro.

Milhares de animais estão, neste momento, passando por barbaridades por falta da generosidade de alguns humanos que não vêm mais que seus próprios umbigos. A culpa do abandono não é só de quem vende, é de quem compra também, exatamente como no caso das drogas!

Seja o exemplo, seja HUMANO, olhe a sua volta, certamente um par de olhos estará implorando por ajuda, pois não pode falar nossa língua. Não olhe para um animal abandonado como se ele tivesse culpa de estar ali, te olhando , pedindo amparo.

Não faça com outro o que não quer para si próprio, quando um animal de rua não é assassinado, atropelado ou estuprado, vai para o CCZ ( CENTRO DE CONTROLE DE ZOONOSES) e, seu final é igualmente cruel.

Se cada cidadão ceder um espaço em sua consciência, um pequenino espaço no quintal do seu coração e, se as autoridades fizerem um trabalho sério de conscientização e esterilização, certamente, seremos considerados, pelo menos neste aspecto, um país de primeiro mundo, não é o que todos desejam? Não é o sonho de todo brasileiro? E, então…algumas pessoas já começaram, vamos nessa?

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Texto de FÁTIMA BORGES,Colunista do site Petgree – Cães e Gatos. Professora de Português, Artista Plástica, Poetisa e Vice-presidente da ong DAAJ – Defesa Animal e Ambiental com Apoio Jurídico. Artista Plástica, Poetisa, Professora de teatro infantil e de português.

04/02/2010

THE COVE E FOOD INC. SÃO INDICADOS AO OSCAR DE MELHOR DOCUMENTÁRIO

Os documentários The Cove e Food Inc. estão entre os cinco indicados na categoria de melhor documentário do Oscar 2010.

The Cove, dirigido por Louie Psihoyos, ganhou o prêmio de Melhor Documentário da “Critics Choice Awards”, em Los Angeles, nos Estados Unidos. O documentário mostra a maança de golfinhos em Taiji, no Japão, e a ação do defensor de golfinhos Ric O’Barry, conhecido por seu trabalho com os golfinhos da série televisiva Flipper, e agora um crítico do adestramento desses animais. O documentário ganhou reconhecimento internacional e expôs a brutalidade infligida aos golfinhos no Japão e as medidas repressivas usadas pelos japoneses para evitar que a crueldade da atividade seja exposta.

Trailer The Cove (inglês):



Food Inc., dirigido por Robert Kenner, retrata a verdadeira face da indústria alimentícia nos Estados Unidos, mostrando os efeitos prejudiciais à saúde pública, ao meio ambiente e aos direitos dos trabalhadores e dos animais.

A premiação ocorrerá dia 7 de Março, apresentada por Steve Martin e Alec Baldwin, que narra o documentário sobre a indústria da carne produzido pela PETA, Meet your Meat.


Link para o Trailer Food Inc (Inglês): http://www.youtube.com/watch?v=5eKYyD14d_0

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Fonte: ANDA e YouTube

01/02/2010

SUÍÇA VAI FAZER REFERENDO SOBRE ADVOGADOS PARA ANIMAIS

A Suíça realiza, em março, um referendo sobre a proposta de que cada cantão do país seja obrigado a indicar um advogado para proteger animais domésticos de abusos – sejam eles bichos de estimação ou criados em fazendas. Recentemente o país mudou sua Constituição para garantir a proteção da “dignidade” da fauna e aprovou lei, no ano passado, estabelecendo os direitos de criaturas como canários, porquinhos-da-índia e peixinhos dourados.

“Os seres humanos acusados de crueldade contra os animais podem contratar um advogado ou ter um indicado para eles, mas os animais não podem”, disse o advogado Antoine Goetschel, segundo o jornal britânico The Sunday Times. Em 2007, o cantão de Zurique indicou Goetschel como “defensor dos animais” em uma experiência cujo sucesso encorajou grupos de defesa dos animais a organizarem uma campanha para o referendo. O Sunday Times afirmou que o grupo recolheu mais do que as 100 mil assinaturas necessárias para a realização da consulta popular a nível nacional.

Mas governo e fazendeiros são contrários à proposta, por temerem a adoção de normas mais rigorosas se a moção for aprovada no dia 7 de março. Na semana passada, foi organizada uma comissão chamada “Não à Iniciativa para Advogados Inúteis para Animais”.

De acordo com reportagem do Sunday Times, a lei para proteger aminais domesticados prevê que “animais sociáveis” como canários e porquinhos-da-índia não sejam criados sozinhos.

Tanques com peixinhos dourados não podem ter todas as suas faces de material transparente porque o peixe precisa de abrigo. As pessoas que quiserem ter cachorro têm que fazer um curso de quatro horas sobre os cuidados com bichos de estimação antes de responsabilizarem-se por um animal.
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Fonte: O Globo

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(PARÊNTESES)
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Claro que os fazendeiros não querem, óbvio. Isso é porque é na Suíça. Se a proposta fosse aqui, ia ter manifestação de fazendeiros, dos peões de rodeios, das bestas que fazem rinhas, do pessoal do tráfico de animais, dos carroceiros e não esquecendo dos merdas que praticam a farra-do-boi... Ê mundinho dos avessos!!!
Tomara que o referendo tenha sucesso em favor dos animais e que se torne um exemplo a ser seguido.

EM DEFESA DAS SETE VIDAS - MATÉRIA SOBRE O ADOTE UM GATINHO

Foi pela internet que as jornalistas Susan Yamamoto e Juliana Busab se conheceram e descobriram que tinham em comum o amor pelos gatos. Não demorou muito tempo para que as duas saíssem do contato virtual e passassem para a prática: salvar gatinhos abandonados nas ruas. Juntas elas formaram a ONG Adote um Gatinho, que até hoje já encaminhou mais de 3 mil gatos para novos lares da capital paulista. O EcoD conversou com Susan Yamamoto sobre a ONG, o processo de adoção e o amor pelos felinos.

EcoD - Você se juntou a Juliana Busab e formou a Adote um Gatinho. Conte um pouco do começo do projeto

Susan Yamamoto - Eu e a Ju fazíamos parte de uma lista de discussão sobre proteção animal na internet. Então, nos conhecemos quando, coincidentemente, nos voluntariamos para ajudar a castrar alguns gatos em um parque próximo. Começamos a castrar e devolver os ariscos para o parque, mas, acabávamos com dó, especialmente dos filhotes, e acabávamos levando alguns para casa. Na época, eu trabalhava com internet, sabia montar sites, e decidi criar uma página para ajudar na divulgação desses gatinhos. Sem grandes pretensões, apenas como mais uma ferramenta na exposição deles. E o site começou a ser bem acessado, e doações e adoções foram acontecendo. Em janeiro de 2003, adquirimos o domínio adoteumgatinho.com.br e continuamos este trabalho sozinhas, com a colaboração da veterinária Angélica Kaussner (que nos ajuda cobrando preços reduzidos), até 2007, quando nos tornamos ONG e passamos a aceitar voluntários. Hoje são 40 voluntários que formam a Adote um Gatinho.

E como a ONG funciona? Vocês recolhem gatos nas ruas, recebem doações... Qual o processo?

Os gatos ficam abrigados na nossa sede e também em lares temporários. Temos hoje cerca de 240 gatos, a maior parte na casa de voluntários. Aceitamos um gatinho, somente quando doamos outro, porque para nós é fundamental conseguirmos dar uma boa qualidade de vida para ele até que sejam adotados. Cuidamos de todos os gatinhos sem distinção. Eles são vermifugados, vacinados, castrados e colocados no site para adoção. Os pretendentes são entrevistados, têm a casa vistoriada e, se tudo estiver ok, ficam com os gatinhos. Não temos patrocínio, nem apoio. Sobrevivemos de doações de pessoas comuns, físicas, que depositam dinheiro na conta da ONG e também participam de rifas e compram nossos produtos na lojinha.

Você citou a castração como uma das fases que o gato passa até chegar às mãos do seu novo dono. São vários os benefícios desta cirurgia...

Muitos acham que este é um processo cruel, mas não é. Ao castrar um animal, você não está impedindo que outros nasçam. Está salvando seres vivos de sofrimento e morte. Uma gata não castrada – e seus descendentes - pode ser responsável por 420 mil novos gatinhos em um período de sete anos. Da mesma forma, uma cadelinha pode gerar 64 mil filhotes nesse período. Definitivamente, não existem lares responsáveis para todos. A castração não serve só para evitar que nasçam filhotes. Ao serem esterilizados, os animais têm menos vontade de passear por aí e, portanto, menor a chance de serem atropelados ou maltratados. Ficam mais caseiros, deixam de brigar e, assim, correm menos risco de serem infectados por doenças transmitidas pelo ato sexual e por mordidas. Outros problemas de comportamento como, por exemplo, a necessidade de urinar para demarcar território, são reduzidos ou eliminados. O risco dos animais desenvolverem certos cânceres em idade avançada é bastante reduzido com a esterilização. Além disso, os animais vivem mais contentes por viverem sem a frustração que é não poder realizar seu desejo sexual de imediato.

O cadastro para pessoas interessadas na adoção é bastante rigoroso. Qual a intenção desta triagem?

Procuramos pessoas responsáveis para adotar nossos animais. Não adianta doarmos um gato para o primeiro que passar na frente e o gato acabar na rua novamente ou morrer precocemente. É preciso ter condições financeiras de arcar com vacinas anuais e veterinário em caso de emergência. Os apartamentos precisam ter redes de proteção em todas as janelas porque, ao contrário do que algumas pessoas pensam, os gatos caem sim. Casas precisam ter muros altos e redes de proteção nas saídas para evitar as saídas. Lugar de bicho é dentro de casa. Assim, estão livres de perigos como atropelamentos e envenenamentos.

Por que escolher os gatos como animais a serem protegidos pela ONG?

Afinidade e espaço. Amamos e respeitamos todos os animais. Eu e a Juliana somos vegetarianas porque não suportamos a idéia de comê-los ou vesti-los. Mas somos apaixonadas por gatos desde pequenas. Adoraríamos cuidar de cães também, mas não temos espaço ou estrutura para abrigá-los.

Qual a melhor forma de diminuir os maus tratos a esses animais?

Educação. Temos que educar não só os adultos, mas principalmente as crianças, que vão crescer e se tornar os bons ou maus cidadãos de amanhã. Muita gente detesta gatos, diz que são interesseiros e agressivos, mas essas pessoas nunca tiveram contato com um. Somente diz que não gosta de gato que nunca teve um.

Quais os empecilhos durante a adoção? Há muita devolução de gatos?

Recusamos pessoas que não morem em casas ou apartamentos seguros, demonstre que não tem condições financeiras suficientes para manter o animal dignamente, tenha um histórico ruim (de descaso, abandono, por exemplo), comente que irá dar o gato se ele o arranhar, se engravidar, se se mudar, etc. Mesmo com o nosso filtro, alguns gatos acabam sendo devolvidos, e a gente percebe o quanto deveríamos ser ainda mais criteriosos na escolha dos adotantes.Há gatos devolvidos em menos de 24 horas porque miaram demais (a pessoa não tem paciência para esperar a adaptação, os gatos são devolvidos porque não se deram bem com os demais gatos da casa, geralmente falta de paciência para a adaptação também), porque a pessoa engravidou, vai mudar de cidade, porque casou e o marido odeia gatos, porque se separou e não pode levar o gato junto, etc. Os motivos são muitos e os mais absurdos possíveis.

Qual a sensação de juntar um gato (antes abandonado, mal cuidado) a um novo dono?

É emocionante pensar que fomos a ponte entre uma vida sem perspectivas e um final feliz. E ainda há a alegria em saber que ao doarmos aquele gatinho outro terá a chance de ser ajudado, pois teremos vaga para acolhê-lo.
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Fonte: EcoDesenvolvimento.Org
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(PARÊNTESES)
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Pra quem ainda não sabe, o Adote um Gatinho é uma da Ongs que o Art by Lu destina parte da renda = ) (veja links ao lado, em Parcerias, para conhecer todas)

31/01/2010

BRASIL PERTO DE PROIBIR ANIMAIS EM CIRCOS

O macaco participa do espetáculo com os palhaços. O leão ultrapassa um círculo de fogo e o elefante equilibra-se em uma plataforma. Enquanto isso, meninos e meninas vibram na plateia. A alegria, no entanto, só existe porque no picadeiro não se veem os maus tratos a que estão submetidos boa parte dos animais de circo. Jaulas apertadas, presas arrancadas e alimentação inadequada são apenas alguns dos motivos que fizeram com que seis Estados brasileiros e mais de 50 municípios vetassem o uso de animais em circos. E, no próximo ano, a proibição pode se tornar nacional.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, no final do ano legislativo, o Projeto de Lei 7291/06, que acaba com o uso de animais da fauna silvestre brasileira e exóticos na atividade circense. A proposta, que já passou pelo Senado, segue agora para o Plenário onde deve ser votada no primeiro semestre deste ano.

“Já passou da hora de encerrarmos a crueldade contra os animais. Animal em circo é animal maltratado”, justifica o relator do projeto, Ricardo Tripoli (PSDB-SP).

Foi ele o autor de lei semelhante que proíbe animais em circos em São Paulo, desde 2005. A mesma proibição existe na Paraíba, em Pernambuco, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul e no Mato Grosso do Sul. No Ceará, em Santa Catarina e em Minas Gerais, projetos semelhantes estão em tramitação.

Vale destacar, no entanto, que existem cerca de 600 companhias de circo que ainda usam bichos nos espetáculos. O Distrito Federal, apesar de não proibir, está fora da rota dos circos que usam animais. Funciona uma das ONGs mais atuantes contra o uso de bichos nas apresentações.

A ProAnima recolhe assinaturas a favor do projeto. Um abaixo-assinado que ela ajudou a organizar foi entregue na Comissão de Educação e Cultura, onde o texto foi aprovado antes da CCJ, com mais de 100 mil nomes.

Além disso, o rigor do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) na capital foi amplamente divulgado, em agosto do ano passado, quando o órgão apreendeu 26 animais por acusação de maus tratos no Le Cirque que se instalava para apresentações.

Os animais recolhidos foram distribuídos para vários locais no País. Jeber e Tyson, os chimpanzés confiscados, vivem atualmente em Sorocaba em um centro de atendimento a primatas. Os dois macacos que viviam em uma jaula de três m² no circo — 20 vezes menor que a área mínima exigida pelo Ibama — agora estão em um área verde de 500 m², onde convivem com outros 44 primatas.

O descanso foi merecido. O laudo apresentado pela coordenadora do Projeto de Proteção a Grandes Primatas (GAP), Selma Mandruca, mostrou que no circo eles tiveram os dentes e testículos arrancados. Além disso, quando eles chegaram a São Paulo, possuíam marcas de correntes no pescoço, lesões na pele por automutilação e apresentavam sinais de estresse crônico.

Jeber e Tyson, no entanto, tiveram sorte. Chico e Kim, duas girafas acolhidas, respectivamente, nos zoológicos de Brasília e de Goiânia morreram menos de um ano depois da apreensão no Le Cirque. “Não é compatível com os nossos tempos essa prática. Daqui a uns tempos, usar animais dessa maneira será tão recriminado quanto à escravidão”, comenta a bióloga e veterinária Maria Carolina Dias Camilo.

Mundo

Caso o Brasil aprove a lei, se igualará a países como Áustria, Costa Rica, Dinamarca, Finlândia, Índia, Israel, Singapura e Suécia. “O nosso sistema jurídico já orienta-se no sentido de afastar a crueldade contra todos os tipos de animais, nativos ou não. Há decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que reforçam esse princípio", completa o relator.

Pelo projeto de lei, os donos de circos terão de parar imediatamente de utilizar os animais em espetáculos, mas possuirão o prazo de oito anos para decidir sobre o futuro dos animais, que deverão ser encaminhados a zoológicos registrados no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Uma regra no projeto veta a doação dos bichos para circos de outros países.

O iG tentou ouvir a União Brasileira de Circos mas não teve retorno.

Veja alguns dos circos brasileiros que não usam animais em espetáculos:

  • Circo Mágico de Moscow
  • Cia Clawnesca
  • Cara Melada
  • Cia Pavanelli
  • Circo da Alegria
  • Circo Dança
  • Teatro Intrépida Trup
  • Circo Girassol
  • Circo Mínimo
  • Circo Navegador
  • Circo Spacial
  • Circo Teatro Musical Furunfunfum
  • Circo Trapézio
  • Circo Vox Circodélico
  • Cirque Ahbaui
  • Companhia Teatral e Circence Trupe Sapeka
  • Parlapatões, Patifes & Paspalhões
  • Sply Up-Leon
  • Circo Popular do Brasil
  • Circo Gran Bartholo
Fonte: Último Segundo

27/01/2010

OS ANIMAIS SÃO SUJEITOS DE DIREITOS? O USO DOS ANIMAIS PELOS HOMENS

Segundo o advogado Daniel Lourenço, nós tratamos hoje os animais como coisas e não damos importância para a vida deles. Em entrevista, por e-mail, à IHU On-Line, ele diz que “houve períodos históricos em que os próprios seres humanos foram tidos como propriedade, como coisa, e tratados basicamente da mesma forma com que hoje tratamos os animais” e salienta que “os centros de pesquisa dentro das universidades baseiam-se no mito segundo o qual a pesquisa biomédica só é possível com experiências em animais”, o que, para ele, é mentira e anti-ético, uma vez que são usados argumentos relacionados à ética para rejeitar pesquisas e experimentos científicos com seres humanos. Nesta entrevista, Daniel analisa a Lei Arouca, que estabelece regras acerca do uso dos animais como cobaias. Ele também reflete acerca do direito e da ética animal a partir do uso que se dá aos animais hoje nas universidades, nas pesquisas universitárias e até mesmo pela sociedade em geral. “Acho eticamente complicado justificarmos o abate de animais para alimentação sob todos os prismas, principalmente quando temos alternativas alimentares plenamente viáveis nesse sentido. Comemos animais por prazer e hábito, não por necessidade”, disse ele. Daniel Braga Lourenço é graduado em direito pela PUC-Rio com especialização em Direito Ambiental Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas. Realizou mestrado em Direito na Universidade Gama Filho. Atua como assessor jurídico na ONG Espaço Gaia, é coordenador do Instituto Abolicionista Animal e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - Uerj. Confira a entrevista.

IHU On-Line – Depois de muitos anos correndo no Congresso, o projeto que estabelece os critérios de uso de animais como cobaias foi aprovado e agora aguarda sanção do presidente Lula. Qual a sua avaliação sobre este projeto?

Daniel Lourenço – É triste constatar que todo esse tempo se mostrou insuficiente para que se percebesse que o PL n. 1.154/95 representa um retrocesso e não um avanço relativamente ao tema da utilização de animais na pesquisa científica. No campo ideológico, como partidário dos direitos dos animais, me oponho frontalmente a qualquer tipo de norma que corrobore a exploração e a instrumentalização dos animais. As chamadas leis de “bem-estar animal”, entre as quais indubitavelmente se inclui o PL supramencionado (comumente designado como “Lei Arouca”), trabalham com o equivocado paradigma do animal como coisa, como propriedade. Por essa razão, o âmbito de eficácia desse tipo de lei é, em realidade, bastante reduzido no que se refere à real salvaguarda dos interesses mais básicos dos seres envolvidos nas atividades humanas que estas leis pretendem regulamentar. A analogia com a escravidão humana é bastante ilustrativa para compreendermos melhor esse ponto.
Como é sabido, houve períodos históricos em que os próprios seres humanos foram tidos como propriedade, como coisa, e tratados basicamente da mesma forma com que hoje tratamos os animais. Com o passar do tempo, principalmente a partir do século XVII, houve leis de “bem-estar” para os escravos, tal como hoje temos leis de “bem-estar” para os animais. Existiram normas, por exemplo, que limitavam ou reduziam a quantidade de açoites diários. É claro que, do ponto de vista meramente quantitativo, isso representava uma melhoria na condição do escravo, pois é sempre melhor receber menos castigo do que mais. Todavia, do ponto de vista qualitativo, esse tipo de norma não retirava o escravo da odiosa condição de objeto. O mesmo ocorre com os animais. As leis de proteção animal eventualmente podem acarretar melhorias pontuais, quando muito, mas não retiram a condição do animal como coisa. O PL 1.145/95, nesse sentido, não traz um questionamento sobre a moralidade em si de utilizarmos animais como objetos de pesquisa, mas apenas regulamenta essa atividade, anestesiando a consciência do cidadão não atento às raízes do problema.

IHU On-Line – Que novas perspectivas podemos ter em relação ao direito dos animais no Brasil? De que forma essa lei pode evoluir?

Daniel Lourenço – As perspectivas a curto prazo não são boas, até porque o Brasil, para não fugir à regra dos demais países, não reconhece os animais como autênticos sujeitos de direitos. Os animais, portanto, não titularizam direitos subjetivos e continuam indevidamente atados ao dogma da coisificação: são tidos como “bens móveis” pela legislação civil e “recursos naturais” pelas leis ambientais. Essa visão instrumental revela o caráter descartável da vida não-humana. Vale a pena novamente frisar que há uma distinção clara entre a ideologia do protecionismo animal e dos direitos dos animais propriamente ditos. Como mencionado, as ditas leis de proteção animal apenas regulamentam o uso dos animais, colocando eventuais salvaguardas no intuito de minimizar o paradoxal “sofrimento desnecessário”, mas jamais questionam a moralidade dessas mesmas instituições e condutas. A teoria dos direitos dos animais, por sua vez, tendo por base o fato de que boa parte dos animais é senciente, postula o rompimento da idéia de que deles possamos fazer uso como meios para nossos fins, incompatível, portanto, com o paradigma do animal como propriedade.
Como afirma Tom Regan, não queremos jaulas vazias ou maiores, não queremos jaulas. Nessa linha, não lutamos pela regulamentação e sim pela abolição da utilização de animais. Muito embora o desafio seja gigantesco, vemos que, paulatinamente, o tema dos direitos dos animais vem sendo discutido com maior seriedade no meio acadêmico e com isso, vem ganhando legitimidade. Exemplo disso é o crescente envolvimento de pessoas sérias e renomadas no estudo do tema, e da existência, por exemplo, de uma “Revista Brasileira de Direito Animal”, bem como da realização, agora em outubro, do “I Congresso Mundial de Bioética e Direito Animal na Universidade Federal da Bahia”. Não vejo como as leis de bem-estar possam efetivamente “evoluir”, a não ser que deixem de regulamentar e passem a abolir o uso de animais. O paradigma do modelo animal pareceu viável nos séculos XVIII e XIX, pois os conhecimentos fisiológicos e anatômicos ainda eram bastante incipientes. Hoje, em pleno século XXI, essas idéias são claramente comodistas e obsoletas.

IHU On-Line – Como o senhor avalia a forma como os animais são usados dentro das universidades e centros de pesquisa?

Daniel Lourenço – Os centros de pesquisa dentro das universidades baseiam-se no mito segundo o qual a pesquisa biomédica só é possível com experiências em animais. Isso é uma falácia e, mesmo que não fosse, a pesquisa não-consentida deveria ser rejeitada com base em argumentos nos mesmos argumentos éticos que utilizamos para vedá-la quando feita em humanos. De fato, a pesquisa científica que faz uso de animais convive com um paradoxo insolúvel, qual seja: ou os animais são iguais a nós em todos os aspectos biológicos relevantes e não devemos levar adiante a pesquisa não-consentida pelas mesmas razões pelas quais não a conduzimos em seres humanos, ou os animais são diferentes de nós nesses mesmos aspectos e, por esse motivo, pela impossibilidade real de extrapolação e derivação de resultados, a pesquisa seria igualmente injustificável do ponto de vista técnico. Mesmo sob uma ótica meramente reformista, as universidades deveriam priorizar o uso de recursos substitutivos, garantir a objeção de consciência e vedar absolutamente a repetição de experimentos com resultados conhecidos. Penso, no entanto, que o real enfrentamento do tema nos leva a concluir, tanto do ponto de vista técnico, como ético, pela rejeição ao modelo animal.

IHU On-Line – Hoje, 115 milhões de cobaias são usadas em um ano, para pesquisas científicas. Como avalia as leis de controle de uso de cobaias no mundo?

Daniel Lourenço – As leis de controle de uso de cobaias no mundo tendem a adotar a filosofia dos 3R’s (Replacement, Reduction, e Refinement). Sob esse prisma, são tidos como métodos alternativos todos os que se propõem a reduzir o número de animais utilizados para a execução de um determinado experimento, diminuir o sofrimento animal por meio do refinamento da técnica e da completa substituição do uso de animais por outros métodos. A meu juízo, somente a última espécie se coaduna com o que dispõe o § 1º do art. 32 da Lei n. 9.605/98. No entanto, contaminados por uma filosofia cartesiana, o experimentador é comumente dessensibilizado ante o sofrimento de seus pacientes. A dor e o sofrimento em sentido amplo são manifestações primariamente orgânicas que se revelam igualmente relevantes tanto em humanos quanto em não humanos. Não há qualquer razão do ponto de vista científico ou moral para que consideremos que esses estados negativos menos importantes quando sentidos por animais não-humanos. É somente por um especismo ordinário, tão simplório quanto o racismo mais descarado, que vedamos aos animais o acesso a essa esfera mínima de garantias e de igual consideração de interesses.

IHU On-Line – Como o senhor trata a Teoria dos Entes Despersonalizados?

Daniel Lourenço – A obra Direito dos animais: fundamentação e novas perspectivas (Porto Alegre: Sergio Antonio Fabris, 2008), fruto de minhas pesquisas por ocasião da realização do mestrado em Direito, pretende discutir criticamente o paradigma do animal como propriedade. Nesse sentido, procuro fundamentar a colocação do animal como sujeito de direito. Para tanto, temos várias alternativas. A maior parte da escassa doutrina abolicionista no país tenta fazê-lo utilizando-se da categoria de “pessoa”. Embora não discorde fundamentalmente de que animais possam eventualmente vir a ser categorizados como “pessoas” no âmbito do Direito, acredito que essa opção revela uma difícil implementação de ordem prática, pois necessitaríamos de uma modificação legislativa significativa.
Além disso, certamente esbarraríamos no nosso “orgulho de espécie” por meio do qual é sempre mais complexo o processo de inclusão de não-humanos dentro de uma mesma categoria em que figuram os humanos, que sofreriam uma “ameaça conceitual”. Procurando fugir desses problemas, desenvolvo criativamente uma distinção conceitual entre pessoa e sujeito de direito, afirmando que há sujeitos de direitos personificados (pessoas) e sujeitos de direitos despersonificados ou despersonalizados. Entre os sujeitos de direito personificados, teríamos os humanos (pessoas humanas) e não-humanas (pessoas jurídicas), o mesmo acontecendo com os não-personificados. Teríamos entes despersonalizados humanos (embrião) e não-humanos (entes do art. 12 do CPC, por exemplo, e os animais). Essa solução me parece menos traumática e mais palatável.

IHU On-Line – Além do uso de animais como cobaia, como você vê os sistemas de criação e abate de animais para consumo hoje no país?

Daniel Lourenço – Tal como mencionado, as leis que regulamentam o também paradoxal “abate humanitário” trabalham sob o paradigma do animal como instrumento, como coisa. Para os fins de proteção do interesse desses animais de continuarem a viver de acordo com o seu ciclo biológico natural, de nada adianta que a sua morte seja pretensamente indolor ou que até o abate seja tratado do modo mais “humanitário” possível. Para eles o fim será sempre o mesmo: a morte. Se defendo que animais têm o direito à vida, me oponho a que sejam utilizados para o abate, não importa o quão tecnicamente refinado seja esse abate. Acho eticamente complicado justificarmos o abate de animais para alimentação sob todos os prismas, principalmente quando temos alternativas alimentares plenamente viáveis nesse sentido. Comemos animais por prazer e hábito, não por necessidade.

IHU On-Line – Gostaria de refazer uma pergunta que o senhor fez a si mesmo no texto “a ‘textura aberta’ da linguagem e o conceito jurídico de animal”. Na linguagem do Direito, quais os seres vivos que poderiam ser abarcados no conceito de animal? Como são feitas as diferenciações entre os animais dentro do debate sobre ética animal e direito animal

Daniel Lourenço – No artigo que você menciona, procurei fazer uma abordagem sobre o conceito jurídico de animal. Percebemos nitidamente que esse conceito sofre diversas distorções à mercê dos nossos próprios interesses. É, de fato, bastante curioso, por exemplo, verificar, que de acordo com nossa legislação, o homem mesmo não é tido como uma espécie animal, pois o art. 17 do Decreto n. 24.645/34 define animal como sendo “todo ser irracional, quadrúpede ou bípede, doméstico ou selvagem, exceto os daninhos”. Repare que há um retorno romântico, quase que mítico à mentalidade pré-darwiniana do homem como semi-divindade, colocado absolutamente apartado no ápice da “Grande Cadeia do Ser”. Nesse sentido, a meu juízo, há uma supervalorização do problema de se definir onde se situa a linha biológica a partir da qual os animais titularizariam direitos ou não. Muito embora, nesse sentido, admita que exista, de fato, uma zona de incerteza onde não sabemos precisar se determinadas espécies fariam jus a essa inclusão como sujeitos de direitos (ex.: insetos e microorganismos), há uma zona de certeza bastante significativa que inclui a vasta e larga maioria dos animais que exploramos diariamente.
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(Fonte: Unisinos via ANDA)

26/01/2010

TERROR: MACACOS SÃO CRIADOS PARA SEREM VENDIDOS A LABORATÓRIOS

A fazenda Mazor, instalada em Moshav Mazor, Israel, é um elo na cadeia do comércio cruel no qual os macacos são removidos à força de seu ambiente natural e depois voam milhares de quilômetros em pequenas gaiolas, para serem usados em laboratórios. Esses animais são separados de seus grupos familiares, sendo que os filhotes são brutalmente separados de suas mães. A maioria desses macacos é capturada nas Ilhas Mauricio.

Mazor é uma fazenda de criação de macacos destinados a uso em laboratórios, cujo gerente considera que os macacos são “unidades de produção”, com o único objetivo de aumentar os lucros, por meio da venda das crias aos laboratórios. Para aumentar ainda mais a rentabilidade, os filhotes são separados de suas mães muito cedo, permitindo que estas fêmeas procriem novamente o quanto antes.

A separação forçada é traumática tanto para os filhotes quanto para as mães, que gritam e se agarram desesperadas nas barras de suas gaiolas, em uma vã tentativa de olhar para os seus filhotes. Os filhotes que são movidos para um local separado, por sua vez, olham para suas mães e exibem sinais de perigo grave. Nem todos esses animais vão sobreviver a esta transição difícil, alguns chegam a morrer.

Aqueles que sobrevivem têm o peito tatuado com um número de quatro dígitos de série e, em seguida, são vendido aos laboratórios na Europa, Estados Unidos e Israel. Todo ano, milhares desses filhotes de macacos apavorados são obrigados a percorrer grandes distâncias em gaiolas minúsculas a um destino longínquo, pior que a morte, que os espera. Cada um desses filhotes rende cerca de 3 mil dólares ao gerente do criadouro.

A grande maioria desses filhotes de macacos é vendida para laboratórios especializados em testes de toxicologia (envenenamento). Entre os clientes da Mazor estão Covance (na Alemanha), o centro sueco para estudos biológicos, bem como laboratórios no Reino Unido, Bélgica, Itália e Estados Unidos. Os macacos são alojados em condições miseráveis e passam por testes de toxicidade, onde lhes injetam ou são obrigados a comerem forçados alimentos com drogas e outros produtos químicos. A maioria dos animais morre durante esses testes, e aqueles que sobrevivem são mortos no final do experimento.

A maioria dos macacos vendidos aos laboratórios dentro de Israel sofre experimentos invasivos no cérebro. Essas experiências envolvem privação de água, imobilização em uma cadeira durante longos períodos, remoção cirúrgica da parte superior do crânio e implantação de equipamentos no crânio e no cérebro. Esses experimentos duram vários anos e, ao final, a maioria dos macacos será morta. Em casos raros, alguns macacos são liberados e autorizados a serem encaminhados para santuários. Isto é relativamente recente e deve-se, em grande parte, ao clamor público.

Assine a petição pedindo o fechamento de Mazor clicando aqui ou envie um e-mail para o Ministro da Proteção Ambiental de Israel, Gilad Ardan: sar@sviva.gov.il

Link para a Petição (obrigada Raquel): http://www.thepetitionsite.com/m/sign/332395696
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Fonte: ANDA
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(PARÊNTESES)
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É por isso que quando eu peço a todos que não comprem produtos testados em animais, tenho plena certeza de que não estou sendo "radical". Radical é essa tortura que o bicho-humano causa a essas criaturas QUE ESTAVAM QUIETAS, QUE NÃO FAZEM MAL ALGUM E QUE NÃO EXISTEM PARA NOS SERVIR.
Será que é tão difícil assim se colocar no lugar de uma criatura não humana? Será que você gostaria de estar quieto no seu canto, e de repente criaturas diferentes de você chegassem e te aprisionassem, te submetessem a coisas terríveis e te obrigassem a passar toda uma existência nessa situação?
Não financie isso. Procure sempre, sempre produtos não testados em animais. Do condicionador de cabelos ao sabão em pó; do delineador à esponja de lavar louças. Nos mais variados produtos a maioria das empresas ainda cometem essas atrocidades, sendo que existem outras maneiras de chegar ao mesmo resultado - comprovado por estudos.
Prefira remédios naturais, pesquise, leia. Não seja mais um carrasco no mundo, pois mesmo que você não faça diretamente, se compra ou consente de alguma maneira com o ato, está colaborando para o terror na vida desses animais.

24/01/2010

BOAS INTENÇÕES?

Recentemente tenho visto vários vídeos em alguns canais de TV - principalmente na Warner Channel - onde atores, cientistas e donos de grandes corporações falam sobre a necessidade de fazer algo pelo planeta.
São os vídeos do Conservation.Org e do Team Earth, muito bem feitos, passando mensagens claras de alerta em relação ao meio ambiente, promovendo o entusiasmo do “vamos fazer algo pelo planeta” e do “eu/minha empresa estamos fazendo algo pelo planeta”. Concordo que essas mensagens são muito úteis para aquelas pessoas que nunca haviam se preocupado com o assunto até o momento. Quem sabe não surja o primeiro “start” delas, né?
Mas o que me “encucou” na verdade foi ver alguns donos de grandes corporações falando bonito e falando como quem realmente se preocupa em consertar os danos que suas ações fizeram ao planeta (não só as deles, nosso modo de vida em geral)... Sabemos que não dá pra arrumar de uma hora pra outra tamanha cagada, óbvio... Mas sabemos também que se esses grandes empresários tomassem algumas medidas – na maioria das vezes não lucrativas para eles – alguns danos poderiam ser revertidos e/ou amenizados.
Então me surgiu essa pulguinha atras da orelha, rsrsrs... seria o fim dos tempos mesmo? Ou será que algumas pessoas – as que eu menos acreditava - estão finalmente enchendo suas cacholas de consciência?
Não quero parecer pessimista, nada disso. Quem dera a humanidade tivesse um “start coletivo” e parasse instantaneamente de fazer "bestagens" por aí... rsrsrs.... Mas é que realmente é difícil de acreditar em algumas coisas. Principalmente quando a gente vê na TV e sabe que de "boas intenções o inferno está cheio", rsrsrs.





Para ver mais, acesse: http://www.conservation.org/Pages/default.aspx e http://www.teamearth.com/

23/01/2010

GO VEG ;- )

NOVA CAMPANHA PRÓ-VEGANISMO DA MFA CIRCULA NOS ÔNIBUS DE BOSTON / EUA

A organização Mercy for Animals (MFA) lançou uma campanha pró-vegetarianismo que está sendo veiculada nos ônibus de Boston.

Os anúncios mostram animais considerados “fofinhos” pelas pessoas com o seguinte texto:



“Por que amar uns e comer outros? Escolha a compaixão. Escolha ser vegetariano.Porcos, vacas e galinhas experimentm dor, sofrimento, frustração, prazer e alegria da mesma forma que seus amados cães e gatos. Mas, para produzir hamburgueres, nuggets, omeletes e hot dogs, bilhões de animais de fazenda são submetidos ao confinamento extremo, mutilações doloridas, manejo violento e abate cruel. Por favor, aumente seu círculo de compaixão e respeite todos os animais excluindo a carne do seu prato.”

A MFA estima que a campanha atingirá cerca de 25 milhões de pessoas enquanto estiver circulando em painéis de 300 ônibus no centro da cidade.
A Mercy For Animals é uma organização em defesa dos animais sem fins lucrativos, com escritórios em Chicago, Nova York, Asheville e Columbus. No ano passado o grupo foi responsável por revelar com uma câmera escondida o massacre cruel de pintinhos na maior produtora de ovos dos EUA (para ver essa notícia, clique aqui e para ver o vídeo - cenas fortes - clique aqui).
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(Fonte: This Dish is Vegetarian via ANDA)

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PALESTRA DE RYNN BERRY APRESENTA OS MOTIVOS QUE LEVARAM DA VINCI A ADOTAR O VEGETARIANISMO

Na última quinta-feira (21), o historiador norte-americano Rynn Berry apresentou a palestra “A vida vegetariana de Leonardo Da Vinci”, no restaurante vegetariano Vegethus, na Consolação, em São Paulo (SP).

Rynn Berry é autor de diversos livros sobre vegetarianismo, entre eles o famoso The Vegan Guide to New York City (Guia Vegano de Nova York), no qual ele avalia mais de 100 estabelecimentos vegetarianos na cidade. Algumas de suas obras já foram traduzidas para oito línguas.
O evento teve início com uma dramatização de autoria do próprio historiador, que representou Leonardo Da Vinci no momento em que pintava uma de suas obras mais conhecidas – A Mona Lisa. Ao ser questionado por sua musa quanto aos seus “hábitos excêntricos”, Da Vinci abordava muitas das questões acerca do que o levou a se tornar vegetariano.

Tendo como principais influências o vegano mais antigo que se tem registro – o filósofo Pitágoras, assim como o amigo de infância do pintor, que também era vegano – as razões de Da Vinci para a prática da dieta também eram éticas. Além de não comer carne e de não usar produtos de origem animal – inclusive em suas ferramentas de trabalho -, Da Vinci também ficou conhecido por comprar aves que haviam sido capturadas para depois libertá-las.

Outro motivo apontado para a prática do respeito para com os animais de Da Vinci seria o fato de ele pertencer a uma seita chamada Gnosticismo, na qual o comportamento ético era fortemente defendido.

Em suas pesquisas, ele estuda grandes nomes da história antiga e moderna que foram e são defensores do vegetarianismo, desde Pitágoras até personalidades do esporte como Carl Lewis. Essa pesquisa deu origem ao livro Famous Vegetarians and their Favorite Recipes, no qual Ryn Berry, inclusive, cita o gênio Leonardo Da Vinci. As receitas preferidas do pintor publicadas neste livro foram retiradas de um de seus livros de receita preferidos de autoria de um antigo bibliotecário do Vaticano chamado Bernardo Platina. Rynn Berry traduziu as receitas diretamente dos originais em latim medieval e testou todas elas pelo menos três vezes antes de publicar o livro.

Outras de suas publicações mais conhecidas são Food for the Gods e Hitler: Neither Vegetarian Nor Animal Lover. Confira abaixo a lista completa de livros publicados pelo autor.

Livros do autor:

The New Vegetarians (Novos Vegetarianos)
Famous Vegetarians and Their Favorite Recipes (Vegetarianos famosos e suas receitas favoritas)

The Vegan Guide to the New York City (Guia Vegan da Cidade de Nova York)

Hitler: Neither Vegetarian Nor Animal Lover (Hitler: Nem Vegetariano, tampouco Amante dos Animais)

Food for the Gods: Vegetarianism and the World’s Religions (Alimento Para os Deuses: Vegetarianismo e as Religiões do Mundo)

Fruits of Tantalus: A History of Vegan Rawfoodism and Fruitarianism and the Origins of Cooking - with Recipes (Frutos de Tantalus: A História do Crudivorismo e do Frugivorismo e as Origens do Hábito de Cozinhar – com Receitas)
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Fonte: ANDA

22/01/2010

FIM DE ALGUMAS ESPÉCIES TERMINARIA COM A HUMANIDADE EM POUCOS MESES

A perda de biodiversidade tornou-se um problema muito sério no mundo moderno e, por causa da atividade do ser humano, deu-se uma quebra no habitat de muitas plantas e animais que, consequentemente, não sobreviveram. A ciência é crucial para salvar os seres em risco, mas não é suficiente sem uma intervenção política em tempo útil. Por isso, para lembrar a importância da Biodiversidade e mobilizar consciências mundiais, 2010 foi escolhido para ser o Ano Internacional da Biodiversidade – lançado hoje e amanhã em Paris. A multiplicidade de seres, existentes hoje, resulta de quarto mil milhões de anos de evolução de várias espécies e a ligação que mantida entre elas apoia numa regra simples: todos são necessários – e este é o princípio básico para manter a vida na Terra. Cada animal ou planta desempenha um papel que torna o sistema de funcionamento da Natureza perfeito ou, pelo menos, mantinha até o ser humano começar a ‘fazer mudanças’.

Segundo o biólogo O. E. Wilson, da Universidade de Harvard (EUA), os insetos são tão importantes que se viessem a desaparecer, “a humanidade provavelmente não sobreviveria mais do que poucos meses”.
A afirmação é taxativa e a explicação é simples: tendo em conta que a Biodiversidade se refere à variedade de vida no planeta Terra e às funções ecológicas executadas pelos organismos nos ecossistemas – inclui a totalidade dos recursos vivos, biológicos, e genéticos e os seus componentes –, a espécie humana depende dela para a sua sobrevivência. E não se trata apenas de uma questão de cadeia alimentar.

Por exemplo, se as aranhas desaparecessem todas ou grande parte delas, o número de insetos aumentaria e gerariam pragas – que devastariam campos de cultivo, acabando com o sustento de várias famílias, espalhando doenças que se multiplicariam e nos deixando sem meios para travar a maior parte dos vírus que daí adviessem, já que os insetos são os maiores transmissores de patologias. Para a natureza, todos os seres são úteis e têm a sua razão de ser, fazendo parte de um contexto geral no qual o próprio ser humano tem o seu lugar. Albert Einstein já alertou: “Quando as abelhas desaparecerem da face da Terra, o homem terá apenas quatro anos de vida”. O processo seria lento, mas eficaz. Este himenóptero tem um importante papel polinizador e todo o ecossistema seria alterado sem ele. A função ecológica das abelhas é fundamental na manutenção da diversidade de espécies vegetais e para a reprodução sexual das plantas. Durante suas visitas às flores, estes insetos transferem o pólen de uma para outra, promovendo a chamada polinização cruzada – os grãos de pólen caem e atingem o estigma, o elemento feminino da flor, provocando a sua fecundação – e é nesse momento que ocorre a troca de gâmetas entre as plantas. Uma boa polinização garante a variabilidade genética dos vegetais e a formação de bons frutos. As células existentes no ovário da flor desenvolvem-se, geram frutos e sementes que, germinando, fazem nascer novas plantas, garantindo a continuidade da vida vegetal.

Outro animal, aparentemente isolado, como o urso polar, que habita as regiões do círculo polar Árctico e territórios próximos como Canadá, Alasca, Sibéria, Gronelândia e ilhas próximas como Svalbard (Noruega) e Wrangel (Rússia), também contribui e sua falta pode chegar até nós de forma devastadora. Se estes animais desaparecessem, haveria uma superabundância de peixes nessas zonas; logo, estes, em pouco tempo deixariam de ter alimentos – a flora marinha seria imediatamente afetada. As algas, por exemplo, são componentes importantes dos ecossistemas marinhos, contribuindo para elevar a biodiversidade. São plantas avasculares (possuem vasos de transporte), fotossintéticas (consumem dióxido de carbono e produzem oxigénio) e estão na base da cadeia trófica servindo de alimento a peixes, moluscos, esponjas, etc. Um relatório divulgado pela associação internacional World Wide Fund For Nature (WWF), no ano passado, já avisava sobre o impacto das alterações climáticas sobre as espécies mais emblemáticas do planeta, e traçou um quadro assustador: “Imaginem um mundo sem elefantes na savana africana, onde os orangotangos apenas existem em cativeiro ou em que as imagens de ursos polares em cima de icebergs só persistem em filmes?”.
O urso polar é um dos animais mais ameaçados pelas alterações climáticas e está condenado a extinguir-se dentro de uns meros 75 anos. Com o degelo das calotes polares, muitos ursos têm sido en
contrado afogados longe dos seus territórios naturais, vítimas do deslocamento de imensas massas de gelo que se separam com os animais em cima e que acabam por derreter, deixando-os longe de um local firme e levando-os a morrer.

Portugal


Ao longo dos últimos seis anos, mais de 70 cientistas de dez universidades portuguesas participaram na análise das condições naturais do nosso país e traçaram cenários sobre o nosso relacionamento com o meio ambiente até 2050. Tiveram em mente o bem-estar humano ao fazerem a avaliação de Portugal à mesma luz com que as Nações Unidas tinham patrocinado a ideia do levantamento a nível global.
O resultado apurado foi que 40 por cento dos rios estão em mau estado, 70 por cento das espécies de água doce estão ameaçadas, os recursos pesqueiros no oceano estão sobreexplorados e os escassos bons solos já estão afetados por “más práticas agrícolas e impermeabilização urbana”.

O relatório da WWF compila dados de vários relatórios científicos e, segundo este, o cenário leva consequentemente à perda de biodiversidade.
No contexto da comemoração do Ano Internacional da Biodiversidade em 2010 proposta pela Organização das Nações Unidas, o governo português decidiu criar um Comitê de apoio à iniciativa, cujo objetivo é criar um conjunto de atividades comemorativas em Portugal e nos países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). O Comitê Português para o Ano Internacional da Biodiversidade irá funcionar com o apoio da Comissão Nacional da UNESCO, criando parcerias com o Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade.
Haverá uma série de exposições e ainda um concurso implementado nas escolas sobre “Alterações Climáticas e a Biodiversidade”, um Encontro Internacional de Jovens Cientistas do Futuro e uma ação de formação destinada a professores de Cabo Verde, entre outras iniciativas.
Pegada Ecológica Cada ser vivo necessita de uma quantidade mínima de espaço natural produtivo para sobreviver.

A Pegada Ecológica permite calcular a área de terreno produtivo necessária para sustentar o nosso estilo de vida e quanto maior for, mais recursos são consumidos e assim consequentemente, desde o tipo de alimentação, lixo produzido, energia utilizada, etc.
Segundo o Relatório Brundtland, na Pegada Ecológica está implícita a ideia de que dividimos o espaço com outros seres vivos e um compromisso geracional, isto é, “capacidade de uma geração transmitir à outra um planeta com tantos recursos como os que encontrou”.

Este documento foi elaborado pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, faz parte de uma série de iniciativas, que reafirmam uma visão crítica do modelo de desenvolvimento adotado pelos países industrializados e reproduzido pelas nações em desenvolvimento, e que ressaltam os riscos do uso excessivo dos recursos naturais sem considerar a capacidade de suporte dos ecossistemas.
Existem atividades diárias simples que podem contribuir para a diminuição da nossa Pegada Ecológica, como: reciclar, utilizar aparelhos elétricos e eletrônicos de baixo consumo, reduzir o uso de sistemas de climatização, investindo em bons isolamentos na habitação, preferir produtos produzidos localmente e especialmente ecológicos, pois consomem menos combustível no seu transporte, produzindo menos emissões e contribuem para a manutenção do emprego e para o desenvolvimento da economia regional, entre outros hábitos. Se adotarmos comportamentos mais amigos do ambiente que, direta ou indiretamente, permitem reduzir a quantidade de recursos necessários às nossas atividades diárias, reduzir emissões de dióxido de carbono, isso poderá salvar a vida de algumas espécies, além da nossa “Humanidade”.
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Fonte: Ciência Hoje via ANDA